Bioquímico explica riscos à saúde da amônia, gás que vazou na JBS

A amônia é um produto químico perigoso, corrosivo para a pele, olhos, vias aéreas superiores e pulmões. A informação é do professor Sérgio Yoshio, formado pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) em Farmácia, Bioquímica e Química.

“Os trabalhadores devem saber que, apesar de seu uso comum, a amônia representa riscos à saúde e, esses riscos exigem uso adequado de equipamentos de proteção individual (EPI) e procedimentos de segurança e manuseio bem elaborados”, afirmou.

Funcionários de um frigorífico da JBS, em Campo Grande, passaram mal e precisaram ser socorridos após vazamento de amônia, nesta quinta-feira (6).

Ainda conforme o professor, a amônia tem um cheiro característico e é irritante quando inalada. O nariz é geralmente o primeiro a sentir os sintomas da exposição.

Com problemas respiratórios e sem usar máscara de proteção, a gerente do Centro Regional de Saúde (CRS) do bairro Coophavila, em Campo Grande, passou mal enquanto fazia os atendimentos iniciais aos pacientes que deram entrada na unidade por conta do vazamento de amônia. Ela foi levada para atendimento no Hospital Regional, também na capital sul-mato-grossense.

“Caso seja inalada, pode causar tosse, chiado no peito, falta de ar, asfixiar e queimar as vias aéreas  superiores. A amônia tem fórmula NH3 e é um gás muito tóxico”, disse o professor. O contato e a exposição ao produto químico pode levar até a morte.

Ele explicou também que a amônia é um gás usado na tubulação do freezer industrial, diferente do freezer doméstico que usa o CFC, que não é tóxico. A amônia causa um resfriamento mais eficiente.

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