Data de Hoje - 20/Março/2019

Brasil atende 23% da demanda para transplantes de coração

Há 50 anos, em 26 de maio de 1968, o primeiro transplante de coração do país acontecia no Hospital das Clínicas, em São Paulo. Apesar da evolução nas pesquisas, hoje, apenas 23% da necessidade estimada no país é suprida, de acordo com dados da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO). Mesmo com boa parte dos doadores formada por vítimas da “epidemia de violência”, ainda faltam corações e centros de excelência.

Trezentos e oitenta brasileiros doaram e receberam um coração em 2017 – mesmo assim, a demanda estimada era de 1.638 cirurgias. Isso representa um déficit de 1.258 órgãos. As estimativas são da ABTO. Procurado pelo G1, o Ministério da Saúde não deu balanço dos transplantes e de sua participação no custeio dos procedimentos.

Os transplantes foram realizados por 36 equipes médicas, mas não ocorreram em todo o país.

“O desafio é o país ter mais doadores. Qual é o problema do transplante do Brasil? Precisamos de mais centros e mais doadores”, disse Roberto Kalil, presidente do Conselho Diretor do Incor.

Cirurgias nas capitais

Onze das 27 capitais fizeram transplantes de coração. Elas representam 87,3% de todas as cirurgias do tipo. O Instituto do Coração (Incor), em São Paulo, fez a primeira cirurgia do tipo e atualmente ainda é o centro que mais faz o procedimento.

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