Data de Hoje - 20/Janeiro/2019

Cartas de facção revelam plano para matar promotor e coordenador de presídios de SP

Cartas do Primeiro Comando da Capital (PCC), apreendidas pela Polícia Militar (PM) no sábado (8), revelam um plano para matar o promotor que combate a facção no interior de São Paulo e o coordenador dos presídios da região oeste.

O Ministério Público criou uma força-tarefa para investigar as ameaças e reforçou a segurança pessoal de Lincoln Gakiya, que atua no Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em Presidente Prudente. A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) informou que tomou medidas de segurança para o funcionário Roberto Medina (leia mais abaixo).

“A segurança do promotor foi reforçada”, disse nesta segunda-feira (10) em entrevista coletiva Gianpaolo Smanio, procurador-geral do Ministério Público (SP) de São Paulo. O G1não conseguiu localizar Gakiya para comentar o assunto.

O material com as ameaças da facção estava com duas mulheres que haviam visitado presos na região de Presidente Venceslau. Elas foram detidas pelas Rondas Ostensivas de Aguiar (Rota) da PM.

As cartas foram escritas de forma codificada e foram interceptadas com duas mulheres de presos no último sábado (8) em Presidente Venceslau. Nelas constam mensagens de integrantes da facção. Em uma das cartas, os bandidos indicam a rotina do promotor e do coordenador. “A cidade dele é bem maior pra dar balão, depois é mais difícil, mas os irmãos tão nessa pegada.”

Um dos trechos da segunda carta, datada de 2 de dezembro, diz: “Os amigos querem informações toda semana para saber se vocês estão chegando com a sintonia com lealdade já demonstrada em outras situações importantes para a família.”

A Justiça analisa um pedido do Ministério Público de transferir o chefe da facção, Marcos Willians Herbas Camacho, mais conhecido como Marcola, e outros membros da facção para um presídio federal.

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