Data de Hoje - 20/Janeiro/2019

Custo de construção de duas novas pontes entre Brasil e Paraguai pode ir para conta de luz uma em Porto Murtinho.

A construção de duas novas pontes na fronteira do Brasil com o Paraguai enfrenta resistência no governo federal. O principal defensor dos dois projetos de infraestrutura é o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, um gaúcho que fez carreira política no Mato Grosso do Sul, estado que seria beneficiado com uma das obras.

Uma das pontes pontes seria construída sobre o Rio Paraná, entre Foz do Iguaçu, no Brasil, e Presidente Franco, no Paraguai.

Já a segundo ponte, segundo o projeto, seria erguida entre Porto Murtinho, a 400 quilômetros de Campo Grande (MS), e o município paraguaio de Carmelo Peralta.

O governo do Paraguai também pressiona para que o presidente Michel Temer assine o acordo para a construção das duas pontes. Se o Conselho de Itaipu não assinar o acordo, só os presidentes dos dois países poderiam assinar.

O questionamento se deve à forma proposta para bancar o investimento. De acordo com o projeto, as obras ficariam sob a responsabilidade da Itaipu Binacional, empresa criada por Brasil e Paraguaia para construir e operar a hidrelétrica de Itaipu.

Se a Itaipu Binacional assumir o projeto, isso significa que o custo das obras sairia da tarifa de energia. Um encargo a mais na conta de luz.

Não é pouco dinheiro. Cada ponte, segundo informações obtidas pelo Blog, custaria cerca de US$ 90 milhões, fora um custo adicional de US$ 30 milhões que seriam gastos com indenizações. O projeto das pontes soma cerca de R$ 900 milhões.

No Ministério de Minas e Energia e na própria direção da Itaipu Binacional não se questiona a importância das duas pontes para a integração econômica regional. O problema é quem paga a conta.

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