Data de Hoje - 27/Maio/2019

Garoto prodígio: conheça a história do menino de Brasília que encantou o Premio Nobel de Química José Buzar tem 11 anos. Ele se encontrou com James Fraser Stoddart na UnB.

Astronomia, geopolítica, história e sociologia podem ser considerados assuntos de adultos intelectuais, pesquisadores, cientistas. Mas esses são temas constantes nas conversas de José Buzar, um brasiliense de 11 anos.

O garoto tem altas habilidades. “Ele possui uma capacidade cognitiva e intelectual acima da média”, explica a pesquisadora Olzeni Ribeiro. Segundo ela, José pode ser considerado um menino prodígio.

“Dentro de altas habilidades você tem a criança precoce, depois o prodígio, expertise e por último o gênio. José hoje já está no nível prodígio.”

Olzeni conta que o menino tem o desempenho de um adulto de alto rendimento na área de conhecimento para a qual suas habilidades se direcionam: geografia e história, principalmente. Outra comprovação, é o nível de quociente de inteligência (QI), que está em 147, enquanto a média das pessoas é de 100.

O Nobel de Química e o Jovem Pesquisador

Em abril, José acompanhou uma palestra do prêmio Nobel de química de 2016, James Fraser Stoddart, na Universidade de Brasília (UnB). Sem se intimidar com presença de pesquisadores e embaixadores, o menino fez uma pergunta para Stoddart.

O questionamento envolveu nanomoléculas na cura do câncer e da malária. Sir J. Fraser Stoddart ganhou o Nobel pelo desenvolvimento de máquinas moleculares em um trabalho feito ao lado de Jean-Pierre Sauvage e Bernard L. Feringa.

Os três cientistas desenvolveram moléculas com movimentos controlados que podem realizar tarefas com a adição de energia, uma grande evolução no campo da nanotecnologia. Edeilce Santos Buzar, mãe de José, disse que até mesmo Stoddart ficou surpreso com a pergunta.

“O Nobel chegou a falar: ‘José, essa pergunta me faz pensar em outros questionamentos’”.

Outro fato que chamou atenção de Edeilce foi a referência que o auditória fazia a José. Ele era chamado de “o jovem pesquisador”.

“Muitos deles, quando perguntavam depois do José, diziam: ‘assim como o jovem pesquisador perguntou’ e faziam o questionamento.”

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