Data de Hoje - 18/agosto/2019

Moradores de Goiás constroem presídios para evitar fugas e diminuir superlotação

O empenho de moradores de diferentes municípios de Goiás tem feito a diferença na diminuição da superlotação do sistema penitenciário do estado. Em três anos, comunidades de várias regiões construíram cinco cadeias, que são administradas pelo Governo do Estado, e devem inaugurar outras três nos próximos meses.

Dados do próprio Governo do Estado, divulgados em abril deste ano, revelam que 21.886 detentos ocupam as prisões de Goiás. No entanto, as cadeias comportariam juntas 10.886 pessoas, uma superlotação de quase 100%. A Diretoria de Administração Penitenciária de Goiás (DGAP) não comentou, até por volta das 20h deste sábado (8), o fato dos moradores estarem construindo presídios, apesar da solicitação de nota.

No estado, não é difícil ver fugas de presos ocorrerem como reflexo dessa superlotação. Em Cristalina, 18 detentos foram flagrados pulando o portão nos fundos do presídio, que vive superlotado. Estas situações têm deixado a população preocupada.

Para mudar este cenário, os moradores decidiram por conta própria se juntar e construir presídios. Mas, com duas diferenças em relação às obras tocadas pelo Governo: as construções feitas pela comunidade custaram bem menos e a entrega das obras foi bem mais rápida.

Em Anápolis, o presídio estadual demorou cinco anos para ficar pronto. As 300 vagas custaram R$ 19 milhões aos cofres públicos, mais de R$ 60 mil gastos por cada vaga de preso.

Já a prisão de Rio Verde, erguida pela comunidade, ficou pronta em 1 ano e 3 meses. Tem 350 vagas e custou R$ 7 milhões, uma média de R$ 20 mil por vaga.

“Você recebe muitas doações, você consegue comprar com preços mais baixos, a pessoa vende mais baixo porque aquilo ali é de interesse dela também, há também mão de obra de presos trabalhando e não tem margem de lucro, não tem empresa trabalhando pra ganhar”, disse o promotor de Justiça, Marcelo Celestino.

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