Data de Hoje - 24/Março/2019

‘Não devíamos ter chegado ao ponto em que chegamos’, diz ministro Marco Aurélio sobre greve dos caminhoneiros

m Maceió para o XXIII Congresso Brasileiro de Magistrados, o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), falou neste sábado (26) sobre a situação do país e da greve dos caminhoneiros: “Nós não devíamos ter chegado ao ponto em que nós chegamos”.

Diversas rodovias federais e estaduais estão bloqueadas em todo o país pelos caminhoneiros. Eles protestam contra a alta do preço dos combustíveis desde segunda (21).

Em entrevista a uma equipe de reportagem da TV Gazeta de Alagoas, ele ainda criticou o decreto que autoriza o uso das Forças Armadas para liberar rodovias em território nacional.

“Não é a solução, muito menos a solução querida, que conversa com o estado democrático de direito. Mas, chegamos a um ponto que precisávamos realmente de uma correção de rumos. Neste caso, o presidente Michel Temer entendeu que é indispensável a atuação das Forças Armadas. Contudo, para mim, como foi também a utilização da intervenção do Rio de Janeiro, isso gera uma preocupação muito grande”, disse o ministro do STF.

Ele complementou que as Forças Armadas têm outra destinação. “O Estado deve preservar a segurança jurídica via a polícia investigatória, que é a civil, e a polícia repressiva, que é a polícia militar. As Forças Armadas têm outra destinação”, esclareceu.

Ministros falam da importância do judiciário

Além do ministro Marco Aurélio, outros ministros do STF também estiveram em Alagoas para o congresso, que foi encerrado nesta tarde.

Na sexta (25), o ministro Luís Roberto Barroso criticou a liberação de pessoas condenadas por corrupção, e disse que isso provoca desprestígio do juízo de 1º grau.

“Pessoas que desviaram milhões e mantêm suas contas no exterior e são libertadas a granel. Liberações que expõem e desprestigiam os juízes de primeiro grau, que correm os riscos, que enfrentam essa cultura de desigualdade que sempre protegeu os mais ricos”, disse Barroso.

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