‘O que eu faço é abrir prédio’, diz líder do movimento que coordenava ocupação de edifício que desmoronou

Um integrante do movimento que coordenava a ocupação do edifício Wilton Paes de Almeida, que desmoronou após um incêndio no Largo do Paissandu, na terça-feira (1º), disse que sua função era procurar prédios para ocupações.

“O que eu faço é abrir prédio”, disse Ricardo Luciano Lima, o “careca”, da coordenação do Movimento de Luta Social por Moradia (MLSM). “Vou lá, estudo, olho, vejo que o prédio está vazio, se tem condições de eu abrir ele e pôr essas famílias para dentro.”

Ele explicou que outros integrantes do movimento ficam responsáveis pelas demais ações de ocupação. “Têm outras pessoas que vão lá, alojam elas; outras que limitam o espaço que elas vão viver, é assim.”

O MLSM não é muito conhecido entre as lideranças dos sem-teto. Segundo a Prefeitura, também não participava de reuniões e discussões que acontecem na Secretaria Municipal de Habitação. Mesmo assim, o movimento comanda outras ocupações no Centro da cidade.

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