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Pesquisadores da Unicamp desenvolvem método inédito para diagnosticar Alzheimer Sistema utiliza inteligência artificial para identificar áreas do cérebro em estado inicial da doença.

Entre os principais aspectos que envolvem o Alzheimer, doença degenerativa que afeta áreas do cérebro e provoca perda de memória, o diagnóstico precoce segue como um dos maiores desafios da área médica. Pensando nisso, pesquisadores da Unicamp desenvolveram um método inédito para identificar os primeiros sinais da patologia.

A tecnologia foi desenvolvida pelo Instituto de Computação da universidade, em parceria com o Instituto Nacional de Saúde, dos Estados Unidos. A técnica, que analisa ressonâncias magnéticas baseadas em mais de 20 mil imagens de cérebros (saudáveis e doentes), cria um sistema de inteligência artificial, onde um computador é capaz de apontar quais áreas do cérebro estão em fase inicial de Alzheimer.

Pesquisador explica como funciona o método que detecta risco de Alzheimer — Foto: Reprodução/EPTVPesquisador explica como funciona o método que detecta risco de Alzheimer — Foto: Reprodução/EPTV

Pesquisador explica como funciona o método que detecta risco de Alzheimer — Foto: Reprodução/EPTV

“Nossa ideia é fazer uma ferramenta que auxilia o diagnóstico. Vamos gerar os dados para o médico tomar uma informação mais detalhada, embasada, precisa e mais rápida”, explica o pesquisidor Guilherme Folego.

Ele afirma que os médicos só conseguem ter certeza da manifestação do Alzheimer quando a doença está em estágio avançado, e que o sistema convencional utilizado para apontar a probabilidade da doença demora, atualmente, de 15 a 20 horas.