Data de Hoje - 25/Junho/2019

PMA fecha o cerco contra pesca predatória na fronteira

Duzendos e setenta policiais estão empenhados na operação de combate à pesca predatória na fronteira com o Paraguai. A operação Fronteira foi deflagrada pelo Comando da Polícia Militar Ambiental (PMA) na terça-feira (2) e, desde então, já resultou na prisão de sete pessoas por pesca predatória. De acordo com informações da polícia, a ação, que conta com o apoio de helicóptero, 15 lanchas e barcos, foi iniciada depois de denúncias de captura indiscriminada de peixes durante a decoada, fenômeno do Pantanal que a qualidade da água dos rios cai, podendo causar a mortandade dos peixes.

“Devido à possibilidade de outros pontos de decoada (dequada) no Pantanal e da proximidade da Semana Santa, em que há tradição religiosa de se consumir peixe e muitos pescadores praticam pesca nos finais de semana anteriores, para consumo na data, o Comando da PMA iniciou a operação Fronteira, com reforço maior nesta região, mas também intensificando a fiscalização em todo o Estado”, explicou em nota.

Ainda segundo a PMA, a Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) colocou um helicóptero à disposição para auxiliar nas fiscalizações, uma vez que tanto pescadores paraguaios quanto brasileiros usam o território vizinho para escapar da fiscalização.

AUTUAÇÕES
Ao todo, sete infratores já foram presos e autuados por pesca predatória, além de um autuado por desmatamento e outro, por extração ilegal de minério. Duas das seis prisões ocorreram no rio Aquidauana na sexta-feira (5) por captura de pescado acima da cota permitida. Os infratores haviam capturado 53 quilos de pescado, quando a cota de captura por pescador é de apenas cinco quilos, mais um exemplar, respeitando-se as medidas permitidas e cinco exemplares de piranha.

Os pescadores, um residente em Assis Chateaubriand (PR) e outro residente em Caarapó, foram autuados em flagrante por crime ambiental de pesca predatória e saíram depois de pagar fiança. A pena para o crime é de um a três anos de detenção. Cada um também foi multado em R$ 1,230 mil. O pescado será doado para instituições filantrópicas depois de periciado.

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