Data de Hoje - 26/Junho/2019

‘Poder popular não precisa mais de intermediação’, diz Bolsonaro no discurso da diplomação

O presidente eleito Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (10), em discurso na cerimônia de diplomação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que o poder popular “não precisa mais de intermediação”.

A campanha eleitoral de Bolsonaro se apoiou principalmente nas redes sociais. Ele teve de interromper a campanha de rua devido ao atentado que sofreu e, no horário eleitoral da TV, tinha somente 8 segundos a cada bloco de 12 minutos. Pelas redes sociais, ele fez discursos, pronunciamentos e manifestações tanto em mensagens como por meio de vídeos e transmissões ao vivo.

“O poder popular não precisa mais de intermediação. As novas tecnologias permitiram uma relação direta entre o eleitor e seus representantes. Nesse novo ambiente, a crença na liberdade é a melhor garantia de respeito aos altos ideais que balizam nossa Constituição”, afirmou.

Ao chegar para a cerimônia, o presidente eleito, que é capitão da reserva do Exército, cumprimentou os presentes com uma continência e foi ovacionado por parte da plateia.

A solenidade começou às 16h27 e durou uma hora. Entre os presentes, estavam os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE); os ministros Luiz Fux, Luís Roberto Barroso, Edson Fachin, Alexandre de Moraes e Ricardo Lewandowski, do STF; a procuradora-geral da República, Raquel Dodge; o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes; os atuais ministros Carlos Marun (Secretaria de Governo), Joaquim Silva e Luna (Defesa), Gustavo Rocha (Diretos Humanos) e Torquato Jardim (Justiça); o senador e ex-presidente Fernando Collor de Mello (PTC-AL) e o governador eleito do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), além dos filhos de Bolsonaro, Carlos, Eduardo e Flávio, e a primeira-dama Michelle.

Durante o discurso (leia a íntegra ao final desta reportagem), Bolsonaro disse que governará para todos, sem distinção, e não somente para os que votaram nele. Agradeceu pelos mais de 57 milhões de votos recebidos no segundo turno das eleições e pediu a “confiança” dos que optaram por outros candidatos.

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