Seis meses depois de eleições, candidaturas ‘fantasmas’ de mulheres são investigadas

Seis meses depois das eleições de outubro do ano passado que definiram o novo prefeito e vereadores de Campo Grande, o Ministério Público Eleitoral instaurou procedimento para apurar suspeita de candidaturas “fantasmas” para o cargo de vereador da Capital.

De acordo com a investigação que está na fase inicial, há suspeita de que três partidos registraram candidaturas de 13 mulheres apenas para cumprir cota feminina de 30%, estabelecida desde 2009 pela legislação brasileira.

O que levantou a suspeita do MP foi o fato das candidatas terem tido poucos votos. Em um dos casos, houve candidata com apenas dois votos. Confira a lista com os nomes no fim da reportagem.

O Ministério Público também afirma que em julho do ano passado encaminhou recomendação aos presidentes de diretórios municipais de partidos com representação em Mato Grosso do Sul para evitar que as candidaturas fossem feitas apenas para “cumprir tabela”.

“Não admitam a inclusão, na lista de candidatos a vereador, de candidaturas fictícias, ou seja, de pessoas que não disputarão efetivamente a eleição, não farão campanha e não buscarão os votos dos eleitores”, informava o MP em trecho da recomendação. Todos os diretórios dos partidos investigados serão notificados e devem se manifestar sobre a apuração.

O fato da Capital possuir, no ano passado, 595.171 mil eleitores aptos a ir às urnas, e algumas candidaturas femininas terem tido até 50 votos também foi levado em conta pelo MP para abrir a apuração. Para se ter ideia, o último candidato no ranking dos que conquistaram votos suficientes para serem eleitos pela Capital foi Enfermeira Cida Amaral (PTN), com 1.929 mil votos.

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