Data de Hoje - 18/agosto/2019

uma semana depois, Temer critica ‘minoria radical’ e aciona tropas federais.

Entra em vigor o quinto reajuste diário consecutivo: a Petrobras eleva os preços do diesel em 0,80% e os da gasolina em 1,34% nas refinarias. A escalada nos preços acontece em meio à disparada nos preços internacionais do petróleo e em consequência da nova política de preços instaurada em julho de 2017.

A Justiça Federal proíbe o bloqueio total de estradas federais por caminhoneiros do Paraná. A ação foi movida pela Advocacia Geral da União (AGU) a pedido da Superintendência da Polícia Rodoviária Federal (PRF). O fechamento total poderia ser punido com multa de R$ 100 mil por hora.

De acordo com Carlos Marun, o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Carlos Marun, a primeira reunião da cúpula do governo federal para tratar da reivindicação dos caminhoneiros sobre o preço do diesel aconteceu neste dia.

Segunda-feira (21)

NAS RUAS: Em 21 estados foram registrados os primeiros bloqueiostotais ou parciais de rodovias. Em alguns pontos, os caminhoneiros ficaram parados nos acostamentos. Em outros, eles queimaram pneus para evitar a passagem de veículos por um período e, depois, as vias foram liberadas.

MOVIMENTAÇÃO POLÍTICA: O Ministério de Minas e Energia afirmou que o presidente Michel Temer se reuniria com ministros no Palácio do Planalto no fim da tarde. Momentos antes do encontro, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse que o governo federal buscaria “um pouco mais de controle” para dar “previsibilidade” à alta dos combustíveis.

Fábricas afetadas e movimentação do governo

Terça-feira (22)

NAS RUAS: Os protestos passam a atingir 24 estados. A maioria dos atos bloqueia a passagem dos caminhoneiros, mas permite a passagem de carros e outros veículos. Primeiros efeitos além das vias fechadas passam a ser sentidos: fabricantes como a Chevrolet, Fiat e Ford anunciaram problemas para lidar com a produção devido às manifestações.

MOVIMENTAÇÃO POLÍTICA: A Petrobras reduziu o preço dos combustíveis para as refinarias. O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, anunciou que o governo fez um acordo para zerar um dos impostos sobre o diesel e que o governo acabará, em 2020, com a desoneração da folha em todos os setores.

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou que a greve dos caminhoneiros estava gerando impactos pontuais no país e que o governo federal montou um gabinete de crise para acompanhar os desdobramentos do protesto dos motoristas.
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