Data de Hoje - 20/Janeiro/2019

Witzel volta a defender ‘abate’: ‘Quem está com arma de guerra não pode circular livremente’, nem no ‘Shopping Leblon’

O governador Wilson Witzel afirmou que a polícia não terá “dois pesos e duas medidas” para abater criminosos portando fuzis. Para isso, citou os exemplos do que, na visão dele, deveria acontecer tanto no Shopping Leblon, localizado em um ponto nobre da Zona Sul da cidade, quanto nas favelas cariocas.

“É o Artigo 25 do Código Penal. Se entrar um traficante de fuzil dentro do Shopping Leblon, vai atirar nele. Agora, na favela pode andar de fuzil?”, pontua Witzel.

“Não pode ter dois pesos e duas medidas. Quem está com arma de guerra não pode circular livremente”, continuou Witzel, após a posse do defensor público-geral Rodrigo Pacheco, na sede da Defensoria Pública do Rio, no Centro da cidade.

Witzel (D) discursa na posse do defensor público Rodrigo Pacheco — Foto: Henrique Coelho/G1Witzel (D) discursa na posse do defensor público Rodrigo Pacheco — Foto: Henrique Coelho/G1

Witzel (D) discursa na posse do defensor público Rodrigo Pacheco — Foto: Henrique Coelho/G1

Ao ser perguntado se defendia ou era contra o abate, Pacheco disse que a ‘baliza’ da ação é a legítima defesa do agente:

“O que é o abate? Se a pessoa estiver colocando em risco a vida de alguém, ou prestes a colocar, em tese ela age em legítima defesa. Mas sempre em tese porque a gente precisa do caso concreto”, disse ele, acrescentando que é necessário esperar se o Ministério Público pode processar o policial.

O defensor afirmou ainda que não houve denúncias encaminhadas sobre a operação das polícias Civil e Militar na Zona Norte no domingo (6) para encontrar os assassinos do PM Daniel Henrique Mariotti.

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