Share on facebook
Share on skype
Share on email
Share on whatsapp

Entenda as diferenças entre os apps Telegram e WhatsApp

O número praticamente ilimitado de participantes em grupos no Telegram e o uso de ferramentas de programação aberta estão entre as principais diferenças da plataforma em relação a concorrentes como o WhatsApp. Ainda, a falta de representação no Brasil e a ausência de mecanismos que coíbam desinformação colocaram o aplicativo no centro da discussão sobre as eleições deste ano no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Para o diretor do InternetLab, Francisco Brito Cruz, o Telegram é um aplicativo que tem funções que se assemelham mais às de uma rede social e a outras que estão mais próximas a mensageria privada, o que o diferencia dos similares.

SUSPENSÃO
Para reverter a suspensão ordenada pelo ministro Alexandre de Moraes, o Telegram vai ter que excluir post de Bolsonaro contra urnas eletrônicas, pagar multas e indicar representação oficial no país.

Em resposta à decisão, o fundador do Telegram, Pavel Durov, pediu que a Corte considere adiar a suspensão para que o Telegram possa nomear um representante no Brasil e “estabelecer uma estrutura para reagir a futuras questões urgentes como esta de maneira acelerada”.

OUTROS APLICATIVOS
Na disputa presidencial de 2018, o WhatsApp ganhou protagonismo ao ser usado para a divulgação de mensagens e também boatos. Na ocasião, a empresa admitiu que registrou a atuação de grupos privados no disparo massivo de mensagens.

O chamado impulsionamento de conteúdo é permitido pela legislação eleitoral, mas seu uso deve ser identificado como tal e contratado apenas por partidos e coligações diretamente com as plataformas de redes sociais.

Já o Facebook foi tomado como problema central nas eleições americanas de 2016, após a imprensa divulgar que os dados de usuários fomentaram o banco de informações da firma britânica de marketing político Cambrigde Analítica. Agora, junto ao Instagram, a plataforma possui um projeto de verificação de notícias, que procura diminuir o alcance de informações falsas.

Em meio à pressão dos usuários, o Twitter também anunciou um botão que propõe regular desinformação. A iniciativa aconteceu durante a pandemia da Covid-19.

Com funcionalidades diferentes, outras plataformas também são usadas para trocas de mensagens, como o Discord, o Signal, o Messenger, o Hangouts, o Skype e o Vibe.