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Esquema milionário envolvendo hotéis abastece País com “muamba” do Paraguai

Esquema que movimenta milhões e milhões de reais por mês e inunda o comércio informal das grandes cidades brasileiras com produtos contrabandeados faz parada obrigatória no pequeno povoado de Vila Vargas, no município de Dourados.

É ali que funciona o entreposto da muamba trazida pela fronteira seca de Mato Grosso do Sul com o Paraguai e depois distribuída para vários outros estados da Federação.

O entreposto do contrabando funciona há anos em dois hotéis de Vila Vargas, o Guerreiro Hotel e o Hotel Vargas, localizados na margem da BR-163, na saída de Dourados para Campo Grande e acesso à BR-267, que liga Mato Grosso do Sul a São Paulo.

Hoje (23), os estabelecimentos foram alvos de mandados de busca e apreensão expedidos pelo juiz federal Fabio Fischer e cumpridos no âmbito da Operação Fronteira Legal, deflagrada pela Polícia Federal e pela Receita Federal do Brasil.

Os produtos ilegais (a maioria de eletrônicos e produtos de informática) encontrados nesta quinta-feira nos quartos dos hotéis foram avaliados em R$ 1 milhão pelo auditor-fiscal da Receita Federal Raphael Eugênio de Souza, um dos comandantes da operação.

Levando em conta o tamanho do esquema, o volume é considerado de certa forma até modesto. Entretanto, tanto a PF quanto a Receita estão confiantes de que provas levantadas hoje vão ajudar a derrubar a rede criminosa.

A novidade interessante é que pela primeira teve mandado de busca e apreensão. As investigações poderão ser aprofundadas a partir do recolhimento de materiais pessoais, tanto das pessoas que gerenciam os hotéis quanto das pessoas que estavam ali praticando crimes de contrabando e descaminho”, afirmou Raphael Eugênio.

Ele, o procurador da República Eduardo Gonçalves, os delegados da Polícia Federal Marcelo Mascarenhas e Alexander Taketomi Ferreira e outros representantes da Receita concederam entrevista coletiva na delegacia da PF para apresentar o balanço da operação.

Representantes do MPF, PF e da Receita durante entrevista para falar da operação (Foto: Helio de Freitas)
Denúncia de PMs – O procurador Eduardo Gonçalves informou que o esquema envolvendo os hotéis de Vila Vargas começou a ser investigado após as apreensões de mercadorias no entorno do distrito e também depois de denúncias feitas por policiais militares.  CAMPO GRANDE NEWS