Data de Hoje - 21/agosto/2019

Essa bola está com o Congresso’, diz Paulo Guedes sobre a reforma da Previdência

O ministro Paulo Guedes (Economia) afirmou nesta quarta-feira (27), em audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, que a “bola” da reforma da Previdência “está com o Congresso”. No último dia 23, no Chile, o presidente Jair Bolsonaro havia afirmado que, após a entrega da proposta do governo, a responsabilidade pela reforma passou a ser do Congresso. “A bola está com o Parlamento”, afirmou na ocasião.

Nesta terça-feira, Guedes desistiu do convite para participar de uma audiência na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, e um acordo entre governistas e oposição evitou que ele fosse convocado – nessa hipótese, seria obrigado a comparecer.

O ministro disse que a proposta do governo busca assegurar uma economia de, ao menos, R$ 1 trilhão por ano – cifra que ele julga necessária para implementar um sistema de capitalização, no qual os trabalhadores contribuem para sua própria aposentadoria.

“Se fizermos [a reforma], não tem problemas. Se não fizermos, vamos condenar nossos filhos e netos, por nosso egoísmo, nossa incapacidade de fazer um sacrifício”, declarou. E acrescentou: “Essa bola está com o Congresso”.

Ele afirmou que existe uma ‘bomba demográfica’ devido aos gastos previdenciários. Segundo Guedes, os gastos já são elevados para um país com população ainda jovem.

“A primeira e maior fonte de desequilíbrio [das contas públicas brasileiras] é do sistema previdenciário (…) O problema é muito serio. O sistema previdenciário está quebrando antes de a população envelhecer”, declarou ele.

Ele declarou ainda que a oposição deveria apoiar a reforma da Previdência, para assegurar a governabilidade nos próximos anos.

“Fique a oposição atacando a reforma da previdência um ano só e depois tente ser eleita [e governar]. Ao invés de tentar atacar frontalmente o problema”, disse ele.

‘Pacto federativo’

Além da reforma da Previdência, que ajudaria a liberar mais recursos para os estados para políticas públicas, o ministro da Economia voltou a defender o chamado “pacto federativo”, com uma distribuição maior de recursos para os entes da federação.

“Nos estados, os gastos com pessoal cresceram ainda mais do que os gastos gerais. E quando você mergulha nisso, os gastos com inativos cresceram mais ainda. Claramente, os estados e municípios estão sem capacidade de gestão e cercados por gastos que eles não controlam, com inativos”, declarou ele.

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