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Guedes diz que CPI é ‘perde-perde enorme’ e sugere aguardar ‘fim da guerra’ para atribuir culpas

O ministro Paulo Guedes (Economia) afirmou nesta quinta-feira (1º) que a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid é “um perde-perde enorme” e antecipa o ciclo eleitoral.

Ele sugeriu que a apuração de eventuais culpas seja feita depois que “acabar a guerra” e defendeu o presidente Jair Bolsonaro.

Em videoconferência com o empresário Abilio Diniz, o ministro afirmou que não vai se meter em política, mas fez críticas à atuação da CPI.

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“Eu sempre dizia que tanto para distribuir medalhas, dar aumento de salário ao funcionalismo, quanto para apurar culpa, que é o tribunal de guerras, primeiro você espera a guerra acabar. Estamos em pleno combate à pandemia, você precisa acabar a guerra. Quando acabar, você dá medalha para quem trabalhou direito e dá punição no tribunal de guerra para quem cometeu crimes de guerra”, afirmou.

Na avaliação do ministro, enquanto a Câmara está sendo muito bem conduzida pelo deputado Arthur Lira (PP-AL), aliado de Bolsonaro, o Senado está embaralhado por conta da comissão de inquérito.

“Aquilo vira um perde-perde, porque um chama o outro de bandido, diz que o outro está matando gente. É um perde-perde enorme”, disse.

“Nós estamos um pouco apressados, talvez pelo problema da eleição, estamos antecipando o ciclo eleitoral. Isso não é bom para o país. Melhor é o ganha-ganha das vacinas e das reformas”, completou o ministro.

Guedes afirmou que a CPI está “entupindo” o Senado, que está resolvendo problemas de compras de vacinas em vez de estar dedicado às reformas.

Na videoconferência, o ministro defendeu Bolsonaro e afirmou que em Brasília tem gente o tempo inteiro tentando fazer coisa errada.

“O presidente não entra em conversa furada de corrupção, não dá nem espaço para esse tipo de conversa. Então quando eu vejo uma coisa dessa, eu acho bom se pegarem alguma coisa errada, pega logo e vamos tirar.

Mas eu tenho certeza que em nenhum momento isso vai atingir o presidente porque eu conheço a conduta dele”, disse.

O caso mais recente de suspeita de corrupção, revelado pela Folha na terça (29), envolve a acusação por parte de um representante de uma vendedora de vacinas de que o então diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, pediu propina de US$ 1 por dose de vacina vendida.

A exoneração de Dias do cargo foi comunicada na mesma noite.

Já o caso da vacina Covaxin envolveu diretamente Bolsonaro que, de acordo com depoimento dado na CPI, teria sido alertado em março sobre suspeitas de irregularidades no contrato.