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‘Jogo começa agora’: Gaeco diz que presos na Omertà planejam atentado e quer medida cautelar

Nesta terça-feira (1º), o MPMS (Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul), por meio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), alegou que presos na Operação Omertà estariam planejando atentado contra a vida de um delegado que atua nas investigações. Os promotores entraram com pedido de medida cautelar.

O documento trata do “reforço da necessidade de manutenção da prisão preventiva” de Jamil Name e Jamil Name Filho, presos no último dia 27 mediante cumprimento de mandados durante a Operação Omertà. No texto, o Gaeco afirma que o empresário teria chegado a chamar desembargadores de ‘analfabetos’ quando foi informado do mandado de busca e apreensão cumprido em sua casa na última sexta-feira.

Ainda conforme o Gaeco, após tomar conhecimento de que seria preso preventivamente, o empresário teria gritado “o jogo só começa agora” e ainda se despedido da esposa dizendo “até amanhã”, dando a entender que seria solto em menos de 24 horas.

“Fez isso para realçar o seu poder político e econômico aos presentes, com nítido viés intimidatório”, diz o documento.

Por fim, os promotores reforçam a importância de que seja mantida a prisão uma vez que o Gaeco teria a informação de que “presos custodiados no Centro de Triagem estariam articulando um possível atentado contra a vida” de um delegado que participou das investigações.