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Cerca de 500 trabalhadores do abate do frigorífico JBS, planta da Seara em Sidrolândia, a 71 km de Campo Grande Grande, paralisaram as atividades ontem (06), durante 40 minutos em protesto pelo ritmo do trabalho.

“Por conta própria, eles pararam a produção porque não aguentavam mais. Durante a pandemia, a empresa aumentou o número de abate de frango e chegou o momento que não estão aguentando mais. Já tínhamos feito uma reunião no dia 30 para diminuir a intensidade do trabalho, mas nada foi feito”, conta o vice-presidente do Sindaves (Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Carnes e Aves de Sidrolândia), Sérgio Bolzan.

Ele afirma que são mais de 200 trabalhadores do abate afastados pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), como reflexo do aumento de trabalho. “Além disso, tem os de atestados com dor nos punhos, braços e costas”, acrescentou.

Ao todo, são 1,5 mil trabalhadores no abate atuando em três turnos de 7h22, de segunda a sábado. “Há seis meses, eram pendurados 16 frangos vivos por minuto. Agora, os trabalhadores estão pendurando 22. A desossa da coxa também aumentou para 5 a 6 por minuto. Antes, era metade. Mas a empresa não quer discutir o ritmo. Alega que o problema é a faca. Não quer discutir o foco principal.”

Uma nova reunião está prevista com os trabalhadores para ser realizada ainda hoje (07), por volta do meio-dia. “Eles querem fazer reunião com alguns trabalhadores e diretores do sindicato que estão no chão da fábrica. Mas queremos participar. Ainda estamos tentando”, destacou Sérgio.

Em nota, a “JBS informa que a unidade de Sidrolândia está em tratativa com alguns colaboradores que realizaram uma mobilização na manhã de ontem (6) e informa que a planta opera normalmente.”

*Matéria atualizada às 10h27 para acréscimo de informação. CAMPO GRANDE NEWS