TSE adia 1° turno das eleições municipais para 15 de novembro

Ficou decidido após reunião em Brasília (DF) que as eleições municipais ocorrerão em novembro, devido à pandemia do novo coronavírus. Líderes partidários, presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Luís Roberto Barroso, presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM) e presidente do Senado, David Alcolumbre (DEM), participaram da reunião.

Ficou então acordado que as eleições não serão mais em outubro e sim no dia 15 de novembro, Dia da Proclamação da República, o primeiro turno e 29 de novembro, segundo turno, afirmou o senador Nelsinho Trad (PSD). Mesmo com reunião e aprovação dos líderes partidários e TSE, a mudança da data das eleições passará por votações na Câmara dos Deputados e Senado.

O adiamento das eleições municipais de 2020 foi o tema de reunião virtual feita pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) nesta terça-feira (16), com representantes do Congresso Nacional e especialistas em saúde pública. Durante a discussão, prevaleceu o consenso sobre a necessidade de adiar a votação marcada para o dia 4 de outubro por algumas semanas, devido à pandemia do novo coronavírus.

A nova data, contudo, será definida em conjunto pela Câmara dos Deputados e Senado Federal. A previsão é que o primeiro e segundo turnos ocorram em janela que varia de 15 de novembro a 20 de dezembro. Também foi ventilada a possibilidade de horários estendidos para a votação, específicos para população vulnerável, treinamento e simulação sobre medidas de higiene para todos que vão trabalhar e aumento dos locais de votação para evitar aglomerações.

“Esse foi um encontro interessante entre ciência, direito e política com a proposta de encontrarmos a melhor solução para o país”, afirmou o novo presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, ao ressaltar que a decisão final caberá ao Legislativo. Na avaliação dele, o ideal é que a definição sobre o assunto saia até 30 de junho. De acordo com ele, a possibilidade de realizar um turno de votação em dois dias gera gasto extra de R$ 180 milhões aos cofres públicos.

Na conversa, cada participante teve até cinco minutos de fala, sobre o quadro atual e a perspectiva de controle da pandemia para os próximos meses. Médicos reforçaram que o Covid-19 não se trata de uma gripe comum, por atingir rapidamente os órgãos e devido ao alto índice de mortalidade.

“Ouvir a medicina e profissionais de saúde é fundamental”, pontuou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. “Nós temos que pensar no bem de todos e garantir a saúde da população”, afirmou Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados.