Justiça manda despejar Waldir Neves de mansão no Damha por dívida de R$ 1,5 milhão

Conselheiro — e ex-presidente — do TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado de ), Waldir Neves tem prazo de 30 dias para desocupar mansão em que mora, no residencial Damha, por conta de dívida de R$ 1,5 milhão.

A ordem é do juiz Maurício Petrauski, em ação de rescisão contratual com reintegração de posse movida por casal que vendeu a propriedade ao conselheiro, em junho do ano passado, por R$ 2.760.000,00.

Conforme os antigos proprietários, o imóvel foi vendido à empresa Walf Agropecuária e Empreendimentos Turísticos e Imobiliários, em que Waldir Neves é sócio.

 

Assim, ficou acordado que os pagamentos seriam da seguinte forma: R$ 100 mil em maio de 2024, mais R$ 190 mil em junho do mesmo ano e outros R$ 2,3 milhões em oito parcelas mensais consecutivas de R$ 290 mil. Por fim, uma última parcela de R$ 150 mil, que deveria ter sido paga em março de 2025.

No entanto, o casal afirma que a parcela de setembro do ano passado foi quitada com atraso. Depois, foi paga parte dos R$ 290 mil de outubro e, adiante, não se fez mais nenhum repasse.

Dessa forma, o magistrado determina a intimação da empresa de Neves “para desocupação do imóvel no prazo de 30 (trinta) dias úteis, sob pena de execução forçada da ordem de reintegração, sem prejuízo das sanções civis cabíveis. Para o caso de reintegração de posse forçada, desde já autorizo a requisição de reforço policial, confecção de novas chaves e rompimento de obstáculos”.

Denunciado por corrupção

Waldir Neves é acusado de  como presidente do TCE-MS. (Divulgação)

Waldir Neves foi denunciado pelo MPF (Ministério Público Federal) por corrupção e lavagem de dinheiro. O ex-chefe do TCE-MS ficou dois anos e cinco meses afastado das funções após operação ‘Terceirização de Ouro’ da PF.

Voltou ao cargo em maio deste ano, por decisão do ministro do STF, Alexandre de Moraes. No entanto, o ministro do STJ, Francisco Falcão, enviou novo pedido de afastamento do cargo, justificando que o inquérito é extenso e está analisando o caso antes de marcar julgamento para decidir se torna Neves réu pelos crimes dos quais é acusado.

Além disso, o ministro do STJ apontou que há indícios do envolvimento de Waldir Neves em esquemas de corrupção. “Há elementos probatórios veementes que apontam a possível participação do paciente em esquema de corrupção, com fraudes em licitação, pagamento de vantagens indevidas a agentes estatais no seio do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul, envolvendo diretamente o Conselheiro Waldir Neves Barbosa”.

Como dito anteriormente, Francisco Falcão pediu que Alexandre de Moraes reconsidere sua decisão e afaste novamente o conselheiro Waldir Neves das funções.

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Alexandre de Moraes. (Divulgação, STF)

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Waldir Neves é denunciado pela 2ª vez por lavagem de dinheiro

A PGR (Procuradoria-Geral da República) ofereceu uma segunda denúncia contra o conselheiro do TCE-MS Waldir Neves Barbosa.

Conforme apurado pela reportagem do Jornal Midiamax, a denúncia foi oferecida em 31 de janeiro de 2025, contra Waldir Neves e outros quatro acusados por lavagem de dinheiro. São eles: Vanderlei Farias Morais, Abelardo Teixeira Fraga, João Nercy Cunha Marques de Souza e Sérgio da Costa Correa.

Para a PGR, tudo foi apurado no INQ 1432, e o crime teria sido praticado ao menos nove vezes — fator que aumenta uma possível pena em caso de condenação — entre os anos de 2015 e 2018.

Então, na denúncia, a PGR aponta que Waldir e seus respectivos assessores, “de forma livre e consciente, em comunhão de esforços e unidade de desígnios, por pelo menos 9 vezes, ocultaram e dissimularam a origem, disposição e propriedade de valores provenientes, direta ou indiretamente, de infrações penais praticadas pelo primeiro em concurso com terceiros, referentes ao recebimento de vantagens indevidas e a crimes licitatórios cometidos no âmbito do Tribunal de Contas do Estado do Mato Grosso do Sul (TCE/MS)”.

Inclusive, a nova denúncia é citada pelo ministro do STJ, Francisco Falcão, ao pedir para Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), novo afastamento de Waldir.

Por enquanto, o pedido está no gabinete de Moraes, aguardando despacho do ministro.

Hildebrando Procópio

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