O rapaz de 28 anos, preso durante uma perseguição policial no bairro Chácara dos Poderes, em Campo Grande, negou ter roubado uma motorista de aplicativo durante uma corrida no fim da manhã dessa quarta-feira (22). Ele foi preso pela PM (Polícia Militar) durante a tarde após abandonar o veículo da vítima e adentrar uma mata.
Durante interrogatório na delegacia, o rapaz negou o crime e disse que pegou uma carona com seu amigo de infância, quando foram abordados pelos militares. À polícia, ele falou que estava em casa com o irmão e um amigo planejando fazer o almoço e um bife na chapa entre 11h30 e 12h dessa quarta-feira (22). Na ocasião, o rapaz foi tomar um banho, quando seu amigo de infância chegou ao imóvel e ele o convidou para almoçar.
Após esse suposto convite, o rapaz disse que avisou que estava indo ao mercado, quando o amigo de infância lhe ofereceu carona em um carro HB20 preto. À polícia, o preso falou que não estranhou o convite, pois o amigo seria lavador de carros e já teria aparecido em sua casa outras vezes com diferentes veículos.
Suspeito diz que fugiu por ter se assustado com perseguição
De acordo com o interrogatório, os dois estavam a caminho do mercado, quando uma viatura da PM se aproximou e deu ordem de parada. Ele alegou na delegacia que pediu que o amigo parasse o carro, mas o mesmo fugiu e entrou em um matagal. Falou ainda que ficou assustado e, por isso, também empreendeu fuga.
Questionado sobre o pedido da corrida por aplicativo em seu celular, o rapaz alegou que o amigo de infância tem o aplicativo vinculado ao seu número de telefone. Mesmo com a motorista de aplicativo reconhecendo o rapaz como autor do roubo, ele negou o crime e solicitação da corrida.
Durante as diligências, foi constatado que o número usado para pedir a corrida nessa quarta-feira (22) está vinculado ao nome do rapaz. Assim, confirma-se a conexão direta entre o suspeito e a solicitação da corrida por aplicativo antes do crime.
Diante dos fatos, a Polícia Civil pediu pela prisão preventiva do suspeito, que deve passar por audiência de custódia. O comparsa ainda não foi localizado pela polícia.
O preso — que não tem carteira de habilitação — não tem historio de passagens pela polícia em Mato Grosso do Sul, mas pode receber pena de até 14 anos de reclusão. Isso porque o caso se enquadra nos crimes de roubo qualificado pelo emprego de arma branca, desobediência e direção sem CNH (Carteira Nacional de Habilitação) causando perigo na via.
Somadas, as penas podem chegar a 14 anos de reclusão em regime fechado.

Motorista teve faca colocada no pescoço
Conforme o boletim de ocorrência, a motorista de aplicativo — uma estudante de 25 anos — disse que aceitou a corrida com embarque em um restaurante na Travessa Ana Vani, cujo desembarque seria no bairro Tiradentes.
No entanto, ela relatou que quando chegou na Rua Dona Rosemaria, no bairro Tiradentes, o rapaz colocou uma faca em seu pescoço e anunciou o assalto. Em seguida, ele assumiu a direção do carro e fugiu em alta velocidade.
Após o roubo, a mulher acionou a PM, que orientou a registrar boletim de ocorrência. Enquanto isso, os militares iniciaram diligências, localizaram o carro roubado e, então, houve uma perseguição do Jardim Noroeste ao bairro Chácara dos Poderes. Lá, a dupla abandonou o veículo e fugiu a pé para uma área de mata. No entanto, somente o rapaz de 28 anos foi encontrado.
Na ocasião, militares do Bope (Batalhão de Operações Especiais), Batalhão de Choque e várias equipes da PM realizaram diligências em busca dos suspeitos. Um helicóptero da corporação também esteve na região para ajudar nas buscas.






