Réu por corrupção, o conselheiro afastado do TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul), Ronaldo Chadid, está proibido de se aposentar enquanto tramitar ação penal contra ele. A medida é imposta pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) após aceitar denúncia, em sessão na quarta-feira passada (7).
Conforme apurado pela reportagem do Jornal Midiamax, a ministra Maria Thereza de Assis Moura emitiu ofício informando a presidência do TCE-MS sobre a proibição. Além disso, o STJ prorrogou por mais um ano o afastamento de Chadid.
A decisão frustra planos do PSDB para emplacar o cacique tucano em MS, Sérgio de Paula, na Corte ainda este ano. Isso porque Waldir Neves – também ligado ao PSDB – é o único dos três conselheiros afastados com vaga de indicação política. Neves deve tomar o mesmo caminho de Chadid e ficar impedido de se aposentar, caso o STJ também o torne réu. A sessão para julgamento da denúncia de Waldir Neves ainda não foi marcada na Corte Superior.
A cúpula tucana esperava acelerar o processo de aposentadoria de Waldir Neves antes que ele ficasse impedido de se retirar. Assim, conseguiria liberar a vaga política para abrir caminho para a indicação de De Paula.
Atualmente, os conselheiros Márcio Monteiro e Flávio Kayatt são ligados ao PSDB, ex-secretário de Fazenda de Reinaldo e ex-deputado estadual pelo partido, respectivamente. Os dois, por exemplo, concederam liminar suspendendo efeitos de decisões contra o candidato do partido à prefeitura de Campo Grande, Beto Pereira.






